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Decreto presidencial libera atiradores para andarem com arma carregada na rua

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta terça-feira (07), o decreto que muda as regras de posse e porte de armas para colecionadores, caçadores e atiradores — o chamado CAC (sigla para designar essas três categorias). Eles poderão andar na rua com arma com munição e passarão também a ter direito a mil cartuchos por ano. Antes, o limite era 50. Atualmente, somente os atiradores podem levar uma arma com munição em um trajeto específico: do local de guarda, em geral a própria casa, ao local de treino ou competição. Praças das Forças Armadas com dez anos ou mais de experiência também terão direito ao porte de arma.

O decreto acaba com a restrição à importação. Hoje, a legislação impede que se possa importar uma arma quando há no mercado brasileiro uma com características similares. O decreto permite a compra no exterior mesmo nesses casos.

Segundo Bolsonaro, o governo foi “no limite da lei” ao editar o decreto.

— Fomos no limite da lei, não inventamos nada e nem passamos por cima da lei. O que a lei abriu possibilidade, fomos no limite.

Ainda segundo o presidente, o ecreto não é um projeto de segurança pública, mas algo mais importante: “um direito individual”.

— O nosso decreto não é um projeto de segurança pública. É, no nosso entendimento, algo mais importante. É um direito individual daquele que, porventura, queira ter uma arma de fogo, buscar a posse, que seja direito dele, respeitando alguns requisitos — declarou.

A Taurus, a maior fábrica de armas de fogo da América Latina, será a maior prejudicada com o decreto, pois vai perder a quase exclusividade da venda no país. O próprio presidente avisou no último domingo que acabaria com o “monopólio”, mas não detalhou como faria.

O arsenal e a concessão de registros para caçadores, atiradores e colecionadores de armas de fogo deram um salto nos últimos cinco anos. As novas autorizações para a categoria aumentaram 879% no período, passando de 8.988, em 2014, para 87.989, em 2018. Hoje, há 255.402 licenças ativas no Brasil. Já o número de armas nas mãos desse grupo foi de 227.242 para 350.683 unidades, um crescimento de 54%.(Extra)

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