A Região do Pajeú consolida-se como o segundo maior colégio eleitoral do Sertão de Pernambuco, reunindo 347.437 eleitores, ficando logo atrás do Sertão do São Francisco, que lidera com 349.348 eleitores. A diferença é pequena, mas o Pajeú se destaca por um fator decisivo: é o sertão com maior número de municípios, totalizando 17 cidades, enquanto o São Francisco possui apenas 7 municípios, sendo uma das regiões com menor divisão territorial.
Os números, revelados por Didi Galvão, reforçam a importância estratégica do Pajeú no cenário político estadual e nacional, especialmente para os pré-candidatos às 49 cadeiras da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e para aqueles que disputam uma das 25 vagas de Pernambuco na Câmara dos Deputados.
O histórico político do Sertão mostra que a região já exerceu papel central nas decisões do país. O senador Nilo Coelho chegou à Presidência do Congresso Nacional, enquanto o deputado federal Inocêncio Oliveira presidiu a Câmara Federal e tornou-se o pernambucano com o maior número de mandatos consecutivos, sendo eleito 10 vezes seguidas. Outro destaque foi Felipe Coelho, sertanejo que acumulou 11 mandatos consecutivos como deputado estadual e presidiu a Alepe em duas oportunidades.
Diante desse cenário, o recado é direto aos sertanejos de todas as regiões: o Sertão tem força eleitoral suficiente para voltar a ocupar espaço de protagonismo na política estadual. Seja no Sertão Central, Itaparica, Araripe, Moxotó, Pajeú ou São Francisco, a representatividade depende da mobilização e da escolha do eleitor.
No conjunto, o Sertão de Pernambuco soma 1.373.658 eleitores, o equivalente a 19,39% do eleitorado estadual, que conta com 7.085.193 eleitores. Um contingente expressivo, capaz de influenciar decisivamente os rumos políticos de Pernambuco.
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