Sem a caneta na mão para assinar decretos ou ter obras para inaugurar, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) está ‘governando’ na base do vento favorável. Pré-candidato ao Palácio das Princesas, faz as costuras onde o governo federal deixa as digitais.
Foi assim semana passada em Serra Talhada, ao lado da prefeita Márcia Conrado (PT), com 75 veículos destinados à saúde do Sertão. Repetiu-se ontem, em Tamandaré, Litoral Sul, ao lado do prefeito Izaías Honorato (Republicanos), o Carrapicho.
Essas andanças não preenchem apenas o vácuo de quem está fora da gestão. Elas escancaram a sintonia fina com o presidente Lula. O líder nacional do PSB se move com a segurança de quem tem a retaguarda do Palácio do Planalto, parecendo blindado ao barulho da oposição.
Terça-feira, na Rádio Folha FM 96,7, o deputado federal e pré-candidato ao Senado Túlio Gadêlha (PSD) disparou que João Campos constrói muros e é uma “ameaça” a Lula, sendo movido por um projeto personalista que afasta o presidente de fatias essenciais do eleitorado, como os evangélicos.
Alheio aos bombardeios, João Campos foca no macro, sedimentando alicerces para o presidente em 17 das 27 unidades da federação, incluindo colégios eleitorais nevrálgicos, como São Paulo e Minas Gerais.
A missão também é forte em Pernambuco. De ontem até segunda, a caravana da Frente Popular cruzará mais de dez municípios. O ex-prefeito vai ladeado pelos pré-candidatos Carlos Costa (vice) e Marília Arraes e Humberto Costa (Senado). O senador recolhe a bagagem no domingo, rumo a Brasília.
Da FolhaPE
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