Página Inicial >> Notícias >> Micróbios matam mais que balas

Micróbios matam mais que balas

Por Magno Martins 

Micróbios matam mais que terremotos, tsunamis e guerras, proclama, monocraticamente, o bicho-grilo Adalbertovsky em sua cantoria nas montanhas da Jaqueira. “Atualmente são 8 bilhões de viventes neste vale de lágrimas, de sonhos e de micróbios. Ao longo das civilizações, as guerras e os micróbios determinaram a curva demográfica do planeta. Estes são mistérios insondáveis do universo. Tem a ver com a condição humana”.

“Idos de 1918, o mundo padeceu o flagelo da Gripe Pneumônica. Foi popularizada com o nome de Gripe Espanhola porque naqueles tempos de guerra as notícias circulavam sem censura na Espanha. Deixou um saldo estimado em 50 milhões de mortos no mundo, dos quais cerca de 300 mil pessoas no Brazil. A 1ª Guerra Mundial assassinou 20 milhões”.

“No século 14, reinava a crença de que as doenças provinham de castigo dos céus. Um ser invisível, a aterrorizante bactéria Yersinia pestis, causadora da Peste Negra, dizimou cerca de 350 milhões de corpos, o equivalente a um terço da população na época. Hoje seriam mais de 2 bilhões de viventes”.

“Com 36 mil toneladas de potência, as bombas atômicas explodidas em Hiroshima e Nagasaki mataram cerca de 250 mil criaturas humanas, crimes imprescritíveis contra a humanidade. O coronavírus, com 50 milésimos de milímetro, explodiu sobre as cabeças da humanidade há menos de dois anos e já causou 5 milhões de vitimas, das quais 600 mil mortos no Brazil. Quase três bombas atômicas explodiram nos corações auriverdes”. A crônica microbiológica do bicho-grilo Adalbertovsky está postada no Menu Opinião.

Compartilhar nas redes