A Convenção Estadual do União Brasil em Pernambuco decidiu, neste sábado (1º), não formar coligação para os cargos de governador e senador nas eleições de 2026. A deliberação foi anunciada por meio de uma nota oficial assinada pelo presidente nacional da sigla, Antonio Rueda, e pelo secretário-geral do partido em Pernambuco, Carlos Andrade Lima.
Segundo o comunicado, a decisão ocorreu após a retirada da postulação de Miguel Coelho ao Senado por orientação da direção nacional do União Brasil. A convenção também aprovou, por unanimidade, a chapa de candidatos proporcionais que será submetida à Convenção da Federação União Progressista.
O trecho mais contundente da nota afirma que a decisão “evidencia a divergência atualmente existente no âmbito da Federação em Pernambuco”. O União Brasil ainda informa que manterá a posição aprovada pela convenção estadual e defenderá esse entendimento perante as instâncias competentes da federação.
A manifestação torna público o impasse entre as forças que compõem a Federação União Progressista em Pernambuco, justamente no momento de definição das chapas majoritárias para a disputa estadual. O episódio ocorre após dias de intensas articulações envolvendo a composição da chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) e a retirada da pré-candidatura de Miguel Coelho ao Senado.
Embora a nota não cite diretamente a governadora Raquel Lyra, o posicionamento evidencia o acirramento das divergências internas na federação e amplia a tensão política em torno da formação da aliança para as eleições de 2026.
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