Sem Lula, Paulo Câmara apoiaria Haddad. Governador diz que Dilma errou

Candidato a reeleição com apoio formal do PT, o governador Paulo Câmara (PSB) afirmou, no início da tarde desta segunda-feira (20), que se o ex-presidente Lula (PT) não puder ser candidato ao Palácio do Planalto, ele apoiará a candidatura do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT). Em sabatina na Rádio Folha, o socialista também criticou medidas tomadas no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e disse que a petista “errou”. As declarações ocorrem dias após o governador admitir que “no contexto histórico”, se arrepende de ter apoiado o impeachment.

“Vamos ajudar ele (Haddad) a ser conhecido. E mostrar para o povo pernambucano, caso ele venha a ser candidato, que ele é o  candidato do presidente Lula. A população quer o governo sendo administrado da forma que o presidente Lula  administrou. Nada mais justo do que colocar o Haddad e a  população votar no Haddad para o Brasil voltar a ter melhores momentos”, afirmou Paulo Câmara, ao final da entrevista.

Durante a sabatina, o governador disse que sua aliança com o PT não é “eleitoral” e garantiu que quer a ajuda do partido para governar Pernambuco nos próximos quatro anos, sinalizando para a participação dos petistas no governo em um eventual segundo mandato. Paulo também citou o senador Humberto Costa (PT) e o ex-prefeito do Recife João da Costa (PT) como figuras que apoiaram a aliança dentro da sigla.

Embora tenha ressaltado as proximidades com o PT, ao ser questionado, o governador não deixou de fazer críticas ao governo Dilma Rousseff. Primeiro, disse que o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy “fez um desserviço ao Brasil”. “Ele parou o Brasil. De uma hora para a outra ele quis mudar tudo no Brasil. E a gente sabe o que isso gerou. As instabilidades que essas ações econômicas no Brasil gerou. Com o Brasil parado, o desemprego explodiu. Isso  fez muito mal. Mal que foi ampliado pelo presidente Temer”, afirmou Paulo Câmara.

Depois, ao criticar o fato de o presidente Michel Temer (MDB) não ter devolvido a autonomia ao Porto de Suape, Câmara foi lembrado que essa autonomia foi retirada durante o governo Dilma. “Errou quando tirou a autonomia. Mais errado ainda está o

Temer, que prometeu duas vezes vir a Pernambuco devolver a autonomia e, porque nós fomos contra as reformas trabalhista e da previdência, ele simplesmente engavetou esse projeto. Estão errados os dois”, afirmou.(JC)

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