Deputada Clarissa Tércio corre o risco de ter diplomação anulada e não tomar posse

A deputada federal por Pernambuco Clarissa Tércio (PP) corre o risco de ter sua diplomação anulada e não tomar posse na próxima quarta-feira (1º), quando os parlamentares assumem a vaga para novo mandato na Câmara Federal.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou, nesta sexta-feira (27), à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido feito por um grupo de advogados para que a Corte suspenda a posse e apure o possível envolvimento de deputados bolsonaristas nos atos golpistas de 8 de janeiro.

A análise da PGR deve ser apresentada em até 24 horas. O prazo também foi estabelecido pelo STF, que já havia mandado abrir investigação contra a parlamentar e mais dois deputados, por suspeita de incentivar terrorismo em Brasília.

O pedido encaminhado nesta sexta-feira foi feito pelo Grupo Prerrogativas e inclui o nome de outros 11 deputados (dez do PL e um do PRTB. São eles: Luiz Ovando (MS);, Marcos Pollon (MS); Rodolfo Nogueira (MS); João Henrique Catan (MS);  Carlos Jordy (RJ); Silvia Waiãpi (AP); André Fernandes (CE); Nikolas Ferreira (MG); Sargento Rodrigues (MG) e Walber Virgolino (PB). Todos do PL, além de Rafael Tavares, do PRTB-MS.

O grupo de advogados pediu ao STF a suspensão dos efeitos da diplomação dos parlamentares, para impedir a posse; a instauração de inquérito policial contra o grupo, “para apuração da responsabilidade penal” dos deputados “em relação aos atos criminosos praticados no dia 8 de janeiro”.

Os advogados também solicitaram que o Ministério Público Eleitoral analise a possibilidade de uma ação contra os deputados na Justiça Eleitoral, por “participação ou apoio e divulgação de atos golpistas e terroristas”. Para o grupo de advogados, os deputados podem ter praticado “atos criminosos e contrários ao Estado Democrático de Direito”.

A deputada não foi localizada na noite desta sexta-feira para falar sobre o assunto.

FolhaPE

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