A Câmara Municipal de Olinda rejeitou o pedido e abertura de processo de impeachment contra a prefeita Mirella Almeida (PSD) e o vice-prefeito Chiquinho (SD), protocolado por Antônio Campos, advogado e ex-candidato à prefeitura de Olinda em 2024.
Ele havia apontado supostas irregularidades na transição de governo, entre elas o descumprimento da Lei de Acesso à Informação e omissões na prestação de contas. Para a oposição, essas falhas poderiam configurar infração político-administrativa.
A votação foi marcada por intensos debates e manifestações entre grupos favoráveis e contrários à atual gestão. O presidente da Casa, vereador Saulo Holanda, precisou intervir em diversos momentos para retomar a ordem.
Com 13 votos contrários entre os 15 parlamentares presentes, a denúncia foi arquivada de forma imediata, já que o rito para admissibilidade exige apenas maioria simples. Dois vereadores votaram a favor da abertura do processo, enquanto outros dois se ausentaram com justificativa.
Veja como votaram os vereadores:
A favor do impeachment:
- Alessandro Sarmento
- Eugênia Lila
Contra:
- Felipe Nascimento
- Milcon Rangel
- Mizael Prestanista
- Jadilson Bombeiro
- Jesuíno Araújo
- Iran Barbosa
- Simplício
- Professor Marcelo
- Márcio Barbosa
- Sardinha
- Ricardo Sousa
- Saulo Holanda
- Biai
Ausentes com justificativa:
- Denise Almeida
- Vladimir Labanca
Com a denúncia rejeitada, Mirella Almeida permanece no cargo. Em nota enviada à imprensa, ela reagiu à tentativa de afastamento:
“Fui eleita pelo povo e estou com muita determinação para fazer de Olinda uma cidade a cada dia melhor. Vamos trabalhar com dedicação à população sempre”, afirmou. “Os vereadores de Olinda foram eleitos pelo povo. Eles têm o meu respeito. Com ajuda deles, Olinda terá muitas conquistas”, completou.
Reação de Antônio Campos
Após o arquivamento, Campos garantiu que pretende acionar o Judiciário. Em nota, ele alegou irregularidades na condução da sessão e afirmou que irá entrar com mandado de segurança para forçar a reabertura do processo.
“Estarei impetrando mandado de segurança contra ato ilegal da Câmara para determinar a abertura do procedimento. A luta continua”, declarou.
Segundo ele, a realização de uma reunião entre os vereadores e o secretário de Governo antes da votação fere a independência dos poderes. Campos também acusou a Casa de realizar uma “sessão secreta”, alegando que não houve transmissão – o que foi desmentido pela própria Câmara, que transmitiu a sessão ao vivo pelo canal oficial.
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