Aldo Rebelo lança pré-candidatura à Presidência da República

A Democracia Cristã lançou oficialmente neste sábado (31) a pré-candidatura à Presidência da República do ex-deputado federal e ex-ministro Aldo Rebelo durante evento partidário realizado na cidade de São Paulo (SP). O pré-candidato criticou a falta de projetos para a exploração dos recursos naturais no país e os entraves burocráticos, na avaliação dele, decorrentes da interferência de ONGs e do ativismo ambiental.

Ex-ministro dos governos Lula e Dilma, Rebelo deixou a esquerda e se aliou à direita ao defender temas relacionados à soberania do país. Ele também se tornou um crítico das decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) pela ingerência da Corte nos Poderes Executivo e Legislativo.

No final do primeiro mandato do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), Rebelo ocupou a Secretaria de Relações Internacionais na capital após migrar do PDT para o MDB. No ano passado, ele se filiou à DC e passou a ser cotado para a corrida presidencial após o afastamento do ex-presidente da sigla José Maria Eymael.

Durante o lançamento da pré-candidatura presidencial, Rebelo afirmou que o país precisa recuperar a capacidade de usufruir das próprias riquezas, principalmente na região amazônica. “Nós temos a Amazônia bloqueada e congelada”, declara Rebelo, que também lembra da liderança brasileira no mineral crítico de terras raras, ao lado da China. “O Brasil não é um país pobre. O Brasil é um país bloqueado, um país interditado, onde a ideologia do veto é a que prevalece”, critica o pré-candidato.

Ainda de acordo com Rebelo, o país tem destruído a nova fronteira mineral e agrícola na Região Norte com a atual política do governo federal. “A Funai demarca uma terra indígena, onde não tem índios. Em área para agricultura, eles fazem uma Unidade de Conservação. […] Em que lugar do mundo você persegue quem produz comida?”, questiona.

O pré-candidato da DC ressalta o papel da agricultura na economia, principalmente pela falta de políticas públicas para o desenvolvimento do setor industrial no país. “O Brasil vive um processo de desindustrialização acelerado e só não está de joelho porque ainda tem a agroindústria e a agropecuária. […] Isso gera emprego urbano.”

Da Gazeta do Povo

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