Aprovação de Lula sobe e atinge melhor desempenho do ano, mostra pesquisa

Pela primeira vez desde 2024, o índice de aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) superou numericamente o percentual de desaprovação. Os dados são de uma nova pesquisa realizada pela AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira (31). O resultado do petista, no entanto, oscilou dentro do limite da margem de erro, de dois pontos percentuais, na comparação com o último levantamento, feito há duas semanas.

A aprovação do petista agora em é de 50,2%, ante os 49,7% contabilizados na rodada passada. O mesmo percentual corresponde agora ao índice de desaprovação de Lula, registrando uma oscilação negativa em relação à última rodada, realizada no dia 13 de julho, que teve o índice em 50,3%.

Já a avaliação do governo manteve a tendência de melhora, registrada desde maio. Hoje, 48,2% classificam o governo como ruim/péssimo, enquanto esse índice correspondia a 49,4% dos entrevistados. Já os que consideram a gestão petista como ótima/boa eram 43,4%, mas correspondem atualmente a 46,6%.

Disputa eleitoral em 2026

Em um cenário hipotético de primeiro turno em 2026 com os mesmos candidatos de 2022, Lula sairia na frente do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ao contabilizar 47,8% das intenções de voto antes os 44,2% do nome do PL. Essa também foi a primeira vez em que o petista ultrapassou Bolsonaro desde janeiro deste ano.

Sem Bolsonaro na simulação do primeiro turno, Lula registra 48,5% e saiu na frente de outras opções da direita, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem 33%. Nesse cenário, alternativas como Pablo Marçal (PRTB) e os governadores Romeu Zema (Novo), Ratinho Júnior (PSD), Ronaldo Caiado (União) e Eduardo Leite (PSD) contabilizam individualmente menos de 5%.

Já em um terceiro cenário, sem Bolsonaro e Tarcísio, o desempenho mais alto da direita fica a cargo da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL), que teria 29,7%. Ela, no entanto, fica atrás de Lula, que contabilizaria novamente 48,5% das intenções de voto. A pesquisa ouviu 7.334 entrevistados entre os dias 25 e 28 de junho e tem o nível de confiança em 95%. O estudo se propõe a fornecer uma análise precisa das dinâmicas políticas no Brasil e em outros cinco países da  América Latina. No Brasil, o estudo integra um conjunto de indicadores que inclui índices de aprovação presidencial, polarização política e risco social.

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