João Campos reforça unidade com Lula em lançamento de nomes de PT e PCdoB para a Alepe

O candidato a governador João Campos (PSB) participou, na noite deste sábado (22), do lançamento de duas candidaturas da Federação Brasil da Esperança para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Em Santo Amaro, no Recife, ele foi recebido com festa pela militância da Professora Ivete Caetano (PT). Já no Amparo, em Olinda, o líder da Frente Popular prestigiou o pontapé inicial da campanha de Vinicius Castello (PCdoB).

Como candidato de Lula (PT) em Pernambuco, João Campos reforçou que a prioridade das forças progressistas é a reeleição do presidente da República e que seu grupo político no estado não faltará nos esforços por esse propósito. Ao mesmo tempo, o ex-prefeito do Recife tratou de jogar luz sobre a nebulosidade ideológica do palanque de Raquel Lyra (PSD), avaliando que as sinalizações que o bolsonarismo tem feito em direção à governadora desmascaram de que lado ela está nestas eleições.

“Vocês podem ver: do outro lado, está a turma do Bolsonaro todinha. Até Michelle Bolsonaro está repostando as coisas de candidaturas daqui do estado. E do nosso lado está um time que tem Ivete, Teresa [Leitão]. Ninguém aqui está dizendo que é todo mundo igual, mas todos nós, sem exceção, estamos num campo popular e democrático e temos como prioridade máxima a reeleição do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin”, delimitou João, destacando a importância de a Alepe ter uma professora entre suas deputadas.

Na mesma linha, a senadora Teresa Leitão (PT) disse que pregar uma política desprovida de ideologia, sob o falso argumento da preocupação única com a administração, é uma artimanha comum do campo da direita que está sendo replicada pela governadora Raquel Lyra. “Me admira muito a adversária de João aqui no estado dizer que isso não vale de nada, que política não pode ter ideologia. Aqui tem muitos e muitos seguidores de Paulo Freire, que deve estar se revirando no túmulo. Ainda bem que tem nós para defendê-lo. O que a gente não tem medo é de escolhas”, concluiu.

Já Ivete Caetano avaliou que compromisso de verdade se faz com investimentos e valorização, cenário diferente do vivenciado na educação e na saúde estaduais. “Lula trouxe indústrias para Pernambuco. E Raquel Lyra trouxe o quê? Teto de hospital e de escola caindo. Estão dizendo que é culpa do PSB. Eu tenho mais de 30 anos de serviço público e digo: um prédio que é usado todo dia, se não tiver manutenção, cai. E a governadora não cuidou das escolas não por má administração, mas por projeto político, porque a educação não foi prioridade. Mas essa luta vai ser nossa na Assembleia”, afirmou.

OLINDA – Na cidade Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, a noite foi de Carnaval fora de época. Frevo, bonecos gigantes e uma explosão de alegria brindaram a passagem de João Campos e de todo o time de Lula pelo Largo do Amparo. O candidato a governador agradeceu a receptividade e reforçou a importância de Olinda eleger um filho da terra como deputado estadual.

“Vini e todos nós que estamos aqui somos do time de Lula. Vocês vão ver um candidato que vai fazer o bom debate. Vamos acabar o tempo em que quem está em hospital público vai ter teto caindo ou ver um gabiru passando, porque nós vamos cuidar da saúde. A gente não tem vergonha do nosso time nem esconde ninguém, porque nosso time é o time do povo, de Lula, e a gente vai construir uma grande vitória”, discursou.

Já a candidata a senadora Marília Arraes (PDT) avaliou que, como “preto, pobre, periférico e LGBT”, Vini Castello representa a esperança de renovação no campo da esquerda e de o povo de Olinda ter vez e voz na Alepe. Já a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação e ex-prefeita de Olinda, Luciana Santos (PCdoB), disse que a cidade “não é lugar de gente que fica em cima do muro” e exaltou a unidade em torno de Lula, de João Campos e dos candidatos e candidatas da Frente Popular de Pernambuco.

Por fim, Vini Castello atribuiu culpa à governadora Raquel Lyra pelos destinos políticos tomados por Olinda na eleição de 2024, que terminaram com ele em segundo lugar e resultaram em uma gestão reprovada pelos cidadãos. “Hoje a falta de gestão da cidade de Olinda tem responsáveis: Mirella [Almeida, prefeita] e Raquel Lyra. As duas estão destruindo nossa cidade. É por isso que, depois do processo eleitoral, disseram que João Campos não se criava em Olinda. Mas esse ano eu venho dizer que João Campos se cria em Olinda”, bradou.

Compartilhar nas Redes