Polícia Federal deflagra 40ª fase da Lava Jato e prende três ex-gerentes da Petrobras

A Polícia Federal cumpre, na manhã desta quinta-feira (4), mandados de prisão temporária, buscas e apreensão e condução coercitiva, na 40ª fase da Operação Lava Jato. Quatro pessoas foram presas.

Essa fase da Lava Jato , que acontece a pedido da força-tarefa do Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR), tem como foco principal três ex-gerentes da área de Gás e Energia da Petrobras, que foram detidos nesta quinta.

Eles são suspeitos de receberem mais de R$ 100 milhões em propinas de empreiteiras que eram contratadas pela estatal. Também são alvos da operação operadores financeiros que utilizaram empresas de fachada para intermediar propina.

São investigados os crimes de fraude à licitação, corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, em mais de uma dezena de licitações de grande porte da Petrobras, que foram fraudadas pelo grupo criminoso.

Segundo o Ministério Público Federal no Paraná, de acordo com as investigações, mediante o pagamento de vantagem indevida, os ex-gerentes agiam para beneficiar empreiteiras em contratos com a Petrobras, direcionando as licitações para as empresas que integravam o esquema.

Os pagamentos eram intermediados por duas empresas de fachada que simulavam prestação de serviços de consultoria com as empreiteiras e repassavam as vantagens indevidas para os agentes públicos corruptos por três formas: pagamentos em espécie; transferências para contas na Suíça; e pagamento de despesas pessoais dos ex-gerentes.

As apurações se basearam em provas obtidas por meio de quebras de sigilo telemático, bancário e fiscal dos envolvidos, como também pelos depoimentos de outros ex-gerentes da Petrobras e empreiteiros que firmaram colaboração premiada com o Ministério Público Federal.

Os criminosos colaboradores relataram ainda que os pagamentos de propina prosseguiram até junho de 2016, mesmo após a deflagração da Lava Jato e a saída dos empregados de seus cargos na Petrobras. Dentre esses, destaca-se o depoimento de Edison Krummenauer, ex-gerente de empreendimentos da área de Gás e Energia da estatal petrolífera, que reconheceu ter recebido aproximadamente R$ 15 milhões de propina nesse esquema. (Agência Brasil)

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