Sem combustível nos postos, vale usar álcool de farmácia, cachaça, entre outras soluções?

A greve dos caminhoneiros chega ao oitavo dia e os postos de combustível continuam com seus reservatórios vazios. Mas nada como uma crise para aguçar a criatividade do brasileiro, que tem adotado algumas soluções emergenciais.  Será que funcionam?

Em meio ao caos sem previsão de um ponto final, algumas farmácias e supermercados têm reportado uma crescente nas vendas de álcool. Especificamente os de teor 93 ºGL, que pode ser utilizado em situações emergenciais como combustível para abastecer um carro flex. Entre os casos mais inusitados que fizeram sucesso na internet, um motociclista próximo à pane seca colocou alguns litros de álcool “Zulu” no tanque apenas para chegar ao seu destino, enquanto outra pessoa “embriagou” o seu Volkswagen Fox vermelho com litros de um engradado de Pitú.

Segundo o engenheiro mecânico Renato Romio, presidente do conselho da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA): “Quando se fala na graduação Gay-Lussac, pode-se atribuir o referido valor, de um determinado produto, ao seu teor alcóolico. Um carro flex tem capacidade de rodar com uma solução alcoólica de no mínimo 70°GL (ou 70% de álcool), logo, abaixo disso ele nem chegará a funcionar”.

“A única forma de se conseguir rodar com qualquer álcool doméstico, potável ou não, é misturá-lo ao combustível que ainda resta no tanque, seguindo uma proporção segura. Assim, os níveis de álcool se mantém acima dos 70% no volume total”, completa. Por isso, saiba que, dependendo da graduação Gay-Lussac e da quantidade de combustível que ainda resta no tanque, será possível abastecer o seu carro sem maiores problemas. Mas tome cuidado…Trata-se apenas de uma solução emergencial.(IG)

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